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                                                              METÁFORA - por Adriane Moreira - Practitioner Outubro 2011


                                                              Era uma vez em um planeta muito, mas muito distante, uma tribo, uma tribo diferente.

                                                              Este as pessoas desta tribo usavam, desde o nascimento, um óculos de lentes cinza, desta forma tudo o que viam era acinzentado. Alguns já haviam tentado tirar os óculos, viver sem eles, mas no exato momento em que o retiravam, seus olhos ardiam e eles desistiam.

                                                              Seguiam suas vidas acinzentadas, até que, soando o alerta, todos foram surpreendidos; vindo de outro planeta, em sua nave espacial, desceu um viajante.

                                                              Todos em polvorosa correram até a nave, a fim de ver quem ali chegava.

                                                              Ao pisar neste novo planeta, o visitante admirado, começou a relatar a imensa beleza que via, cores jamais vistas, vermelhos intensos, amarelos radiantes, vários tons furta cor, uma exuberância cheia de harmonia.

                                                              Porém assim que começou a descrever viu o espanto no rosto daquelas pessoas, então teve um estalo:

                                                              _ Vocês gostariam de tirar estes óculos e ver toda beleza do seu planeta?

                                                              Ouvindo isso várias pessoas começaram a tirar os óculos, foi um desespero, muitos gritos, um barulho intenso, a dor tomou conta deles e todos desistiram.

                                                              Um a um os habitantes daquele planeta, curiosos, vinham ao viajante para que ele descrevesse tudo o que via, aquilo que só ele via, ele então seguia dizendo:

                                                              _ Veja o verde daquela folha, que maravilhoso, veja aquele pássaro, é multicolorido, e a água deste rio, quantos tons de azul, que vibrantes!

                                                              Porém ele não é compreendido e isso era muito triste, ele se irritava com isso.

                                                              Até que um dia, cansado e irritado por não conseguir descrever tanta beleza, ele esta em cabana quando uma pequena menina foi até o viajante.

                                                              A mais linda de todas as meninas daquele povo, seus cabelos eram da cor do sol e seus olhos da cor do céu, e lhe pediu:

                                                              _ Ensina-me a viver sem estes óculos.

                                                              O visitante eufórico logo afeitou a missão, e passou meses e meses ensinando a linda menina a viver sem os óculos, retirando-o lentamente, dia-a-dia até que ela pela primeira vez viu seu reflexo no lago. Ela chorou de emoção quando viu sua beleza  e abraçou o visitante, dizendo-lhe o quanto ele tinha sido importante para ela.

                                                              Certo de que seu trabalho seria intenso, o visitante seguiu, ensinando um a um todos os habitantes a ver as belezas daquela natureza, com a plena certeza de estar cumprindo sua missão e mudando aquele planeta.


                                                              A Verdade

                                                              Em um reino não muito distante, as pessoas, há muito tempo tinham perdido a paciência, a tolerância, em nada acreditavam. Todos os problemas eram resolvidos com a  força, utilizando-se a raiva, o ódio e a violência. Não havia explicações, conversa,  não se aceitava explicações.

                                                              Pois bem, certa tarde, uma jovem donzela estava sentada a beira de um riacho.
                                                              Brincava suavemente com a água, sonhava com dias felizes, um bom casamento,  filhos, um futuro. De repente, sem que pudesse evitar, seu valioso anel de diamante foi levado pelas águas. Ficou desesperada. Seu pai era um homem  rigoroso, seus irmãos violentos, temia por sua própria vida. Então em lugar de contar a verdade, contou, ao chegar em casa, que fora assaltada por um homem no bosque que, com muita violência lhe arrancara o anel e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margaridas.

                                                              O pai e os irmãos da jovem saíram atrás do assaltante, encontraram um homem dormindo no bosque, sem que ele acordasse ou tivesse a oportunidade de se explicar, mataram-no. Todavia, embora tenham revirado sua roupa, não encontraram o anel!

                                                              Ao chegarem em casa, sem o anel, a donzela disse. Agora me lembro, não era apenas um homem, eram dois. Seu pai e irmãos saíram atrás do segundo homem, o encontraram e sem que ele nada dissesse, o mataram. Mas o anel também não estava em seu poder.

                                                              Aí ela falou: Está com o terceiro!

                                                              Naquele momento, disse ela, lembrara-se que havia um terceiro assaltante. E o pai e irmãos dela saíram no encalço do terceiro assaltante e o encontraram a caminho da cidade. Pensaram em matá-lo, mas um de seus irmãos, estava incomodado com  o sangue que manchava suas mãos, decidiram leva-lo ao centro da aldeia. Lá chegando, reviraram seus bolsos e  encontraram, para espanto da donzela,  o anel roubado.
                                                               
                                                              Ao ver o anel ela disse sem titubear: “Foi ele, ele que me assaltou, arrancou o anel do meu dedo e me deixou desfalecida no bosque.”Imediatamente, sem que o homem fosse ouvido, Iniciou-se um coro, matem-no! Destruam-no! Ele não serve para viver no meio de nós.

                                                              A forca já estava montada.”Esperem, gritou o homem!” No exato momento em que passavam a corda por seu pescoço. “Eu não roubei o anel, foi ela quem me deu!” E apontou para a donzela. As pessoas ficaram escandalizadas. A donzela gritou:  “Mentira!”

                                                              O homem falou:  “me deem cinco minutos, se vocês não acreditarem em mim, podem me enforcar”,  e passou a relatar:

                                                              “Estava eu sentado à beira do riacho, pescando, quando esta linda donzela se aproximou de mim e me pediu um beijo. Como nada havia de errado. Dei-lhe o beijo. Então ela, sem pestanejar, tirou a roupa e me pediu que a possuísse, queria saber o que era o amor. Como sou um homem honrado, recuei, resisti. Disse a ela que deveria ter paciência, que brevemente conheceria o amor de seu marido no seu leito de núpcias. Desesperada e queimando de amor, ela me deu o anel, dizendo: “Se meus encantos não te seduzem, este anel comprará o seu amor.” Ora, sou um homem pobre, tenho muitas necessidades, vendi minha honra. Amei profundamente esta jovem, destacando que ela não é mais donzela! Aliás, não era!”

                                                              Todos se viraram contra a jovem: rameira, impura, diaba! E exigiram seu sacrifício. Seus irmãos choravam o sangue em suas mãos, dois homens inocentes foram  por eles mortos. Tarde demais para resolver. Então, seu pai, diante da dor e da vergonha exigiu o seu sacrifício! Como todos concordaram, ele mesmo passou a corda pelo seu pescoço. 
                                                               
                                                              Antes de morrer, a jovem olhou para o pescador e disse: “Nós dois sabemos que a história que você contou é uma mentira! Vou morrer pela sua mentira. Eles mataram pela minha, morrerei pela sua. Onde está, afinal a verdade?”

                                                              Respondeu o pescador: “A verdade é que achei o anel na barriga de um peixe! Mas quem acreditaria nisso? Eles estão cegos, desejam histórias de sexo, ódio e violência, não histórias de pescador.” 

                                                              O pescador deu de ombros e disse: “Você morrerá pela sua mentira, talvez morresse pela verdade também, eles não estavam prontos para ela.”

                                                              Quantos vezes, ante nosso estado de espirito não criamos as situações, pré julgamos as pessoas, e em razão da simplicidade da verdade, nela não acreditamos. Quantas vezes vemos verdade na mentira  e mentira na verdade! Precisamos desarmar nossos espíritos, estarmos prontos para a verdade, por mais simples e singela que seja, grandes histórias, repletas de detalhes, podem não passar de fantasias...
                                                                                   
                                                              Inspirado na obra de Luis Fernando Veríssimo 
                                                                                                  
                                                              As mentiras que os homens contam – Ed. Ponto de Leitura

                                                              RAQUEL NINCAO

                                                              Nossa vida, nossas perguntas


                                                              Ultimamente eu tenho observado como uma forma limitada de ver o mundo pode causar sofrimento a uma pessoa. Mapas mentais empobrecidos produzem pessoas que reclamam demais, que gastam uma energia enorme pensando naquilo que elas não querem (consequentemente, distanciando-as daquilo que querem) e que as fazem ter a impressão de que não há nenhuma saída para seus problemas.

                                                              Cada ser humano, devido a uma série de limitações (neurológicas, sociais e individuais) percebe o mundo e os seus diversos estímulos (captados através de nossos sentidos) de uma maneira singular. Na PNL,essa forma de perceber o mundo, conhecida como mapa mental, tem sua origem no mundo propriamente dito (o território). E algo fascinante da PNL é o conhecimento que mapa não é território. Mapas mentais podem ser extremamente pobres ou ricos em opções, possibilidades e oportunidades e o reflexo disso se dará na qualidade de vida do próprio indivíduo. Por maior que sejam as atrocidades do governo, por mais estressantes e inoportunos que sejam os chefes e por mais insensíveis e desequilibradas que sejam as esposas ou os maridos, sempre existirá uma verdade que, mesmo ignorada por muitos, estará presente: os grandes responsáveis pelo nosso sucesso ou fracasso em qualquer área de nossa vida são nós mesmos. Colocar a “culpa” em algo que está no exterior do indivíduo o impossibilita de assumir o controle o faz se sentir uma pobre e indefesa vítima.

                                                              O que você realmente quer? E o que está te impedindo de conquistar isso? O que você poderia fazer para contornar esses empecilhos? Essas são algumas das perguntas que poderiam levar a pessoa a pensar no que ela quer. A nossa poderosa máquina pensante não compreende a palavra “ não”. Por esse motivo, o simples esforço que muitos de nós fazemos para “ não pensar em alguma coisa” nos faz pensar nela por muito mais tempo, desperdiçando um tempo que poderíamos estar pensando em formidáveis e monumentais coisas que poderíamos estar querendo (e alcançando, com o trabalho adequado).

                                                              E por fim, existe uma ferramenta poderosa citada por Anthony Robbins em seu livro Desperte o gigante interior : as perguntas. Para Robbins, são elas que nos conduzem nas nossas diversas decisões, são elas que nos fazem ter os mais variados resultados que temos (alguns satisfatórios, outros nem tanto). Até mesmo quando não estamos conscientemente fazendo perguntas, nós estamos fazendo inconscientemente. Que perguntas você vem fazendo a você ultimamente? Que resultados você vem obtendo com essas perguntas? Se hoje você está encontrando grandes empecilhos para seus sonhos e não está sabendo como contorna-los, talvez seja a hora de fazer uma revisão na forma como você vem percebendo a sua realidade. Nossas perguntas e percepções de mundo muitas vezes nos deixam em uma “zona de conforto” e pensar em formas de melhorar nossa vida requer algumas mudanças. Em meio à grande massa de pessoas ao nosso redor, muitas vezes é possível notar algo que em mim gera um certo incômodo: muitos são os que afirmam querer uma vida melhor, mas poucos são os que realmente estão dispostos a pagar o preço para isso.

                                                              Gustavo Costa

                                                              Humanity Assessoria e Treinamento Ltda | (13) 3232-2024 (13) 2202-1234